Saturday, November 14, 2009

Sal de frutas


Numa palestra sobre cluster, que estava superinteressante: 4 alemães falando Inglês para a platéia. Só quem já ouviu um alemão falando Inglês sabe como isso pode ser complicado para os ouvidos. Eu lá, muito atenta, não perdi nada.
"Nada" até chegar um pessoal (cambada) de estudantes de Ijuí, contando como foi a viagem, as férias, como estava a mãe, ligar o mp3, deixar o celular tocar. Me remexi na cadeira e deixei o ódio subir. Quando estava com a raiva toda na garganta, educadamente, pedi para eles baixarem o volume da voz. O volume baixou 1 minuto. No minuto seguinte, eles estavam falando da mãe, do avô, do celular...
Eu me lembro de estar na cadeira sentada e no minuto seguinte, de estar sendo segurada por dois amigos que estavam sentados do meu lado. As duas pessoas que estavam falando estavam ACUADAS por mim nas suas cadeiras, eu pronta para pular a fileira e segurada no ar.
Acho que não me levaram à sério no primeiro aviso, não tive nem tempo de segurar o segundo. Eu ia pular no pescoço daquela gente.
Eu brinco que tenho um efeito Sal de Fruta em mim. Neguinho não sabe o show que perde quando aquela raiva sobe e pula da minha garganta, como um Sal de Frutas. Não passa pela minha cabeça ter orgulho disso, até porque eu fico cega de ódio e não consigo controlar o que sai da minha boca, mas é muito engraçado ver os outros comentando depois, como se aquela mulherzinha pequena soubesse virar o Incrível Hulk.

O melhor é que quem me vê no auge do Efeito Sal de Frutas, nunca mais esquece. :)


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Continuo ocupadíssima. Aviso quando a loucura passar.

Friday, November 13, 2009

Este usuário está temporariamente ocupado

Vi o filme (500)Days of Summer e me enlouqueci com a trilha sonora. Fui num congresso de 2 dias. Estou fazendo a reforma no apartamento novo. O mestre de obras é uma das pessoas mais bacanas que conheci nos últimos tempos. Vamos nos mudar semana que vem. Tenho uns 3 trabalhos da faculdade para fazer. Já escolhi meu trabalho de conclusão, fiz as pazes com um professor que briguei, conheci outros, revi velhos amigos. Tenho uma nova amiga, a Sra. S, que parece ser minha irmã de alma. Sério, às vezes eu tenho impressão de conversar comigo mesma. Adoro, óbvio. Estou cuidando com carinho de 2 ecommerce. No mais, cerveja, vinho, as baladinhas que costumamos ir com os amigos, planinhos para a viagem de férias. Não importa o que houver, sempre haverá Paris.
Enfim, ocupada.
Volto quando surgir assunto.
Beijo-me-twitta.

Saturday, October 31, 2009

Saia justa, nem tão curta

O comentário da semana foi o comprimento da saia da aluna da Uniban. Para quem viu o vestidinho, nem tão curto assim, escandalosamente rosa, ficou a dúvida: por que tiraram a menina daquela maneira? Por que tanta hostilidade?
Eu vou explicar: existe um código de conduta social. É, minha filha, aquele negócio que te impede de sair pelada na rua, sabe? Pois aí que a coisa entorna. Ok, você não sai pelada, mas sai de shortinho curtíssimo e barriga de fora. Muita diferença? Nem tanto.
Entra o bom senso, coisa que nem todos temos. No caso da menina, união das duas coisas: falta total de bom senso e conduta social. A faculdade é o ambiente de trabalho de muita gente. Tem professor ali dando aula e fazendo o ganha-pão da família, assim como sempre tem algum aluno querendo chamar mais a atenção do que é explicado em aula. No caso da Geyse (o nome dela é esse), ela escolheu um vestido pink datado. E conseguiu.
Eu não iria para o trabalho com aquele vestido, nem daquela cor, nem daquele comprimento. Você não quer ser chamada de puta na rua? Sorry, não se vista como uma puta, a não ser que a sua intenção seja causar. A menina da Uniban escolheu o local certo para isso, causou o rebuliço e ainda disse que tentou se preservar. Só se for preservar o vestido de virar camiseta de faxina (ai! meu senso estético grita!).
Se o barulho foi causado por inveja, sinto dizer que ela já deve ter recebido proposta de alguma revista masculina para mostrar mais do que o vestido permitia, mesmo sendo o canhão que aquela menina é. Quem ficou mesmo em má situação foi a faculdade, que agora vai ter que explicar o ocorrido. A garota vai ter grana agora para vestir o que quiser, numa outra faculdade tão caça-níqueis quanto a Uniban.
Que ninguém me fale em "liberdade de vestir o que quiser". Os outros alunos foram uns escrotos, selvagens, concordo. Ninguém que tenha o mínimo de bom senso sai com aquele vestido para fazer a linha recatada e moça de família.
Eu não daria pelota, até porque ela já conseguiu toda a mídia possível e um post no meu blog. O que eu não perdôo é aquele vestido fúcsia horroroso. Por mim, só isso merecia o apedrejamento.

Monday, October 26, 2009

Atividade paranormal


Depois de mais de 5 semanas esperando um torrent, consegui baixar o hit "Paranormal Activity" que tanto falavam. O filme foi feito com baixíssimo orçamento (alguns falam em torno de US$ 15.000; outros, US$ 25.000, mas acredito que seja nessa base), com uma benção de Spielberg, e o filme que era para ter parado no primeiro "não" , graças a um estrondoso viral, se tornou a zebra do ano, assinando parceria de distribuição com a Dreamworks.

O certo é que sim, o filme é assustador e sabe criar tensão, não por aquilo que você vê, mas por aquilo que você não vê. Peca muito pela qualidade do som (que eu sei que "ruim" é a proposta)e pequenos deslizes no roteiro, mas é uma boa diversão.
Ah, sim. O bacana é que tem 3 finais, sendo que dois eu consegui ver. Estou procurando o terceiro, que pode ser um hoax, como tudo o que rola na internet. Mas dois eu garanto (um deles, sugestão de Spielberg, que fica MUITO claro quando o filme acaba, porque é clichê)
Por via das dúvidas, deixe uma luz acesa na casa e não assista sozinho.

Friday, October 16, 2009

Eu podia estar roubando...

Tenho muitos motivos para não gostar do Brasil. A começar pelo amadorismo dos empresários brasileiros, que trabalham com a mais-valia e ainda juram que dão emprego. Acho uma merda trabalhar por meia dúzia de centavos, independente da sua formação acadêmica e dependendo muito do Quem Indica.
Odeio miséria, como todo mundo, mas odeio mais ainda quem já se acostumou com meninos no sinal pedindo dinheiro. Afinal, podia ser pior: eles podiam estar roubando. Odeio o cheiro de xixi das ruas de Porto Alegre no domingo de manhã. Aliás, alguém já se deu conta de como é comum homens mijando na rua de noite, como se fossem cachorros?
Também odeio não ter carro por opção, porque quem tem carro, tem que pagar uma grana para o governo, especialmente se o seu carro é novo. Quer dizer, se você anda com uma lata velha, que coloca a vida de vários transeuntes na rua em risco, está bom, você não paga para o Governo. Se você é um feliz proprietário de um carro novo, saiba que o IPVA é praticamente 5% do valor bruto do veículo. E tem mais: você tem que pagar seguro, não porque batem e sim porque roubam seu carro. Ah, claro, podia ser pior, você poderia estar DENTRO do carro. Você também paga uma grana por causa do cartel da gasolina. Também paga pelo estacionamento e, diga-se de passagem, existem pontos em Porto Alegre que você não PODE ir de carro. Além da maravilha dos azulzinhos e flanelinhas (que é a versão noturna dos meninos de entretenimento automotivo, ou malabares de sinaleira).
Odeio morar em um apartamento bacana, mas que parece um presídio de tão gradeado. A piscina é escondida, senão chama "muita atenção", como diria um dos meus vizinhos. Eu estou mais presa que os bandidos.
Odeio o "jeitinho", seja ele o "brasileiro" ou o "DA XUXA". Odeio Big Brother - para mim, é a versão moderna da velha fofoqueira, com a desvantagem que você ainda PAGA para assistir aquela porcaria. Odeio novela e odeio mais ainda quem pergunta para mim se eu tenho assunto com as pessoas por não assistir tv. Aliás, só para informação: não tenho televisão em casa.
Odeio esses apartamentos novos que não tem sacada, nem área de serviço e os quartos são do tamanho exato para uma cama e um armário. Não moramos: nos empilhamos.
Odeio os shows que não vem para Porto Alegre e quando muito vão para Rio e SP. Os espetáculos não vem porque não temos estrutura, mas querem fazer a porra da Olimpíada e da Copa do Mundo aqui. Será que eu sou a única que pensa que há algo errado nesse discurso?
Dizemos que somos o país da tolerância e da diferença, mas a coisa que mais ouço é "coisa de negro", "bem coisa de bixa", "só podia ser mulher". Tolerantes, meu cu.
E as filas? Odeio fila - tem fila para tudo, tem fila até para fazer fila. Corre, Bino, que é cilada!
Odeio que ninguém tenha o que fazer no domingo, além de assistir Domingão do Faustão. Odeio que as nossas praças são um lixo, que servem para juntar michê e ladrão. Quer um parque bacana aqui em Porto Alegre? Faça como o Jardim Botânico, que foi OBRIGADO a cobrar pela entrada, ou como o Jardim Europa, que é gradeado e tem segurança em volta.
Quer andar de bicicleta? Procure a Ciclovia Tabajara, que é um corredor-de-ônibus-que-vira-ciclovia. Durante a semana, corra o risco de ser atropelado. Quer correr? Não leve equipamentos muito caros, relógio, MP3. Você pode acabar fazendo exercício mesmo, mas correndo do ladrão.
Eu não peço desculpas por odiar o país do deixa-disso. Não consigo me identificar com nada que o país me oferece: seja emprego ou cultura. Pense pelo lado bom: eu podia estar roubando.
O último a sair apague a luz.


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Por sinal, ADOREI o Classe Média Way Of Life. Clique djá, porque eu me encaixei DIREEEETO na #1, apesar de achar que classe média que é classe média ADORA o Brasil. Deusulivre falar mal.

Thursday, October 08, 2009

Que livro você seria?

A Regra: Responder a seguinte pergunta: Se sua vida fosse um livro, que livro você seria?
(roubado do Letras Saltitando)

A contra-capa seria mais ou menos assim:

"Fazia muito tempo que L. pensava nisso, mas achava que não podia dizer a M. por medo do olhar repressor, ou pelo simples pânico que haveria se ele decidisse que sim, abrir uma funerária era uma idéia simples e funcional. Afinal, todos morreriam um dia, todos haveriam de morrer um dia, nada mais.
Para abrir uma funerária, você deve se despir de todos os seus medos: aquele que te impede de ir ao cemitério à noite, o que te impede de sair desbravando o escuro e também aquele que não te deixa tocar em uma pessoa morta. Um agente funerário não pode crer em fantasma. Aliás, crer em Deus também é difícil, basta se perguntar porque o sacana do seu vizinho continua vivo e aquele menino de 10 anos do seu bairro morreu atropelado por um caminhão. Não é errado perguntar se Deus existe ou não, mas quais as prioridades que são levadas em conta na hora da morte, se somos todos ridiculamente iguais do nascimento ao fim.
Nesse caso, abrir uma funerária também tem uma grande vantagem: o seu cliente nunca volta para reclamar."


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Por sinal, achei um site ótimo (!?!) sobre obituários, mortes e afins. Eles vendem também camisetas com famosas últimas frases. Caros, a morte é irônica.
O link aqui.

Monday, October 05, 2009

Virundum "And aren't you walking? Aren't you walking? Are you walking?"

Pois eu fui descobrir HOJE que uma das poucas músicas que eu sabia a letra do Michael Jackson era um virundum, minha gente!



Neh, não era "And aren't you walking? Aren't you walking? Are you walking?".
Bem que eu achei que não fazia sentido algum...

A minha versão bizarra:

as I give you to the room doom
(WTF é um room doom?)
was a "soundo", a "machino" (como aqueles chicanos falando, saca?)
You can make me like a partner
there's a blood taste in the carpet (hahaha, o cara LAMBEU o carpete!)
shiver in the front of table (porque da coitada estar tremendo na frente da mesa, eu não sei...)
you can see she was your neighbor (ah, tá, o cara é vizinho dela!)
so you run into your bedroom
she was shoked out (ela ficou assustada porque o cara correu para o quarto?)
and they left "bloom" (sim, eles deixaram o quarto explodir)

And aren't you walking? Aren't you walking? Are you walking?
(Tudo se explica nesse verso, onde descobrimos que a mina não podia caminhar, coitada!)



Nem tem graça deixar a letra original porque, particularmente, a minha ficou melhor.

Monday, September 28, 2009

Aprés moi, le deluge



Conta no Gênesis que Noé recebeu a missão divina de construir uma arca, onde abrigaria um casal de cada animal existente na Terra e salvar a sua família de um grande dilúvio. Conforme a História, Deus queria punir os homens de seus atos maus, mas poupou Noé. Após a revelação, choveram 40 dias e 40 noites. Depois disso, Noé encheu o saco de tanta chuva, mandou um pombo, o pombo não voltou, ele fez um sacrifício, Deus ficou com pena e colocou um arco no céu, lembrando da aliança que tinha feito com o pobre do Noé, que a essa altura do campeonato estava virando sapo. Como Deus disse: "Sempre que houver nuvens sobre a terra e o arco aparecer nas nuvens, eu me lembrarei da eterna aliança entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies sobre a terra" e ele prometeu ser mais bacana da próxima vez.

A Arca de Noé não deixa de ser uma alegoria para a destruição de tudo, antes do nascer do sol. É preciso começar do zero várias vezes, para fazer de novo, melhor, mais bonito, com mais experiência. É preciso aprender mais e fazer uma base sólida, como a Arca, e carregar o que vai te ajudar no processo de renovação, como a família e os animais.
Um dia após o outro.

Wednesday, September 23, 2009

Vintage adds (ou: anúncios muito estranhos)

Adoro anúncios antigos, especialmente porque a publicidade naqueles tempos idos não tinham nada de sutil. Diz logo que o produto é para gordos, para negros, para mulher menstruada, bota aquela vadia que você tem em casa para lavar o chão e cozinhar, uma beleza!
Segue uma pequena seleção dos anúncios antes do tempo do politicamente correto.



Olha! É a Cher e o Sonny dizendo que lêem a Bíblia! Espere... não foi ele quem quebrou a cara dela um tempo depois?






Sua filha é gorducha? Eles vendem roupas para gordos com o preço de tamanho normal! Gente, que delicadeza!






Momento vergonha alheia...






Hummm... para quê isso, mesmo???










Crianças vendendo cocaína, bebês e Papais Noéis vendendo cigarros! Que coisa mais pueril!








Machismo? Nããoo... imagina, meu bem. Agora, chega de frescura e vai lavar o chão!

Monday, September 21, 2009

Meu melhor amigo gay

Sim, meus melhores amigos e amigas são gays. Mas ESSE aqui ganha.
Amei, recomendo e, se pudesse, comia. Adoro fazer pessoas felizes.

Meu Melhor Amigo Gay


Se joga.

Somos o que ouvimos

Sou a mais nova de 3 irmãos, acho que já contei isso, mas o legal de ter irmãos mais velhos na década de oitenta é que eles ouviam coisas bem bacanas e eu pegava carona na coisa toda. Eu acredito que você passa a vida toda ouvindo as músicas da sua infância. Olha a confirmação da minha teoria abaixo:

Nos anos 80, eu ouvia A-ha a exaustão.



Hoje, eu ouço Grizzly Bear a exaustão.



É engraçado como uma pessoa passa a vida ouvindo o mesmo tipo de música que ouvia na infância. Faça o teste. Se você gosta de pop, passou a vida ouvindo pop. Uns mais, outros menos, mas em algum ponto as duas pessoas se encontram, o eu-passado e o eu-presente. O eu-futuro sempre está em construção, mas pode estar certo que o meu vai continuar ouvindo alguma coisa bem próxima.

Não somos apenas o que perdemos, mas também somos aquilo que ouvimos.

Saturday, September 12, 2009

Eu não sou sexy




Maldita era digital! Minhas fotos nunca mais foram as mesma, ou porque eu mudei, ou porque cámera com flash não prestam. Não sei fazer biquinho. Não sei meu melhor ângulo. Sou uma desgraça fotografando.
Talvez por isso eu nunca tenha namorado alguém virtualmente. Se mandava foto, era um não na certa.
Eu não sou sexy, definitivamente. Gosto de roupas largas e confortáveis, porque o meu corpo é só meu. Excesso de puritanismo ou vergonha, o certo é que nunca fui eleita a garota mais bonita. Não sou piriguete, não gosto de decotes profundos e tive piercing no umbigo só para o marido ver. Barriga de fora, jamais!
O certo é que já me fotografaram algumas vezes por pessoas que me conhecem há tempos e, para minha surpresa, foi bom, eu fiquei decente. Nada incrível, mas era foto que rolava colocar no orkut. Acho que meu melhor lado é quando me conhecem pessoalmente. Eu sou legal, me visto bem (ou porque gosto de moda, ou porque me permito, dentro daquele estilo que eu já tomei consciência que eu tenho), sou uma boa pessoa. Mas por enquanto sigo tirando fotografias horríveis, até porque nenhuma câmera ainda consegue foto de beleza interior.

Monday, September 07, 2009

Escola George Harrison de Eficiência Profissional

Eu não gosto do George Harrison. Não é um não-gostar profissional. É pessoal. O George era o mais ranzinza dos Beatles. Sempre reclamou. Nunca gostava de nada. Era um chato.
Mas daí, vem While my guitar gently weeps e você não tem o que dizer. George era um chato, preciosista e único. Ele era o cara e foda-se o resto.
Meus piores chefes eram os que tiravam o meu melhor, sempre. Eram aqueles que me faziam explodir de ódio e ficar com um texto decorado na minha cabeça, para encher de desaforo e fazer justiça com o desgraçado. No dia seguinte, eu saía que nem uma cordeira da sala da criatura, louca de raiva e pronta para encarar um turno até 10 da noite. Escravidão total ao trabalho, mas os tiranos sabem como me levar.
George não era um tirano, bem pelo contrário. Ele era um cara pacífico, mas na maior parte das vezes, era um homem de gênio forte e opiniões indissolúveis. Tanto que se encheu dos Beatles e lançou um álbum triplo quando saiu. Ele tinha muita coisa guardada e passou anos reprimido.
Um dia, quem sabe, eu viro George Harrison.


Thursday, September 03, 2009

SerAnon (Viciados em Seriados Anônimos)


(this is not Vicodin)


O problema desses seriados é que vicia. Vicia muito. Você se pega pensando que, em uma semana, o seriado-preferido-da-vez acaba e você tem que esperar a outra temporada daquele-outro-seriado-preferido começar. Só que tem uma janela de umas 3 semanas que nenhuma emissora cobre e você fica lá, repetindo aquele séries e morrendo de saudade do seu doutor preferido ou do vampiro que você ama sinceramente. Não adianta. Dor de término de temporada é pior que dor de perder namorado.
Já pensei em criar o SerAnon (Viciados em Seriados Anônimos), mas cheguei à conclusão que não ia dar certo. Íamos começar falando da dependência e terminar comentando os seriados preferidos. Sabe como é, viciados em série são solidários.
O jeito é aguardar a próxima temporada. Vai que você vicia em outro seriado?

Wednesday, August 19, 2009

The next big thing



Adoro Lady Gaga. Ela é a última coisa realmente boa no pop e só não é grande o suficiente porque antes veio a Madonna. Na verdade, bebeu na fonte: David Bowie, Boy George, Britney, figurinos ótimos: ela junta tudo num liquidificador e voilá! Você tem a coisa mais bacana e polêmica dos últimos tempos.
Adoro as versões acústicas dela, onde ela toca piano e canta. De verdade. Além disso, não é ÓTEMO uma pessoa que declara que é hermafrodita e vive de pernas de fora? Isso explica muita coisa sobre uma pessoa.
Desde que não caia na sarjeta e nem fale demais, vou achar ela a It girl de todos os tempos. Atrás da Madonna, claro.