Tuesday, February 21, 2006

Discutindo a relação



A gente está no trabalho e discute o trabalho. A gente está em casa e conversa sobre os problemas da casa. Por que é tão difícil conversar sobre o relacionamento, se isso também é uma atividade?
Discutir a relação pode ser chato, mas às vezes é tão necessário quanto o sexo para um casal. Você tem tempos de paz e, sim, tempos de conversar sobre o que anda acontecendo. É bom para todo mundo? Vocês estão felizes? Como vai ser o futuro dos dois? O que é importante para ti e para mim? Muitas vezes, responder algumas perguntas é só o começo para liberar algum sentimento oculto e saber o que o outro pensa de determinada situação. E é muito mais fácil interagir com o parceiro se você souber o que ele sente e quer.



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Discutir a relação é diferente de resolver pendenga do passado. Resolver o relacionamento não é salvar a relação. Se a gente parte dessa idéia, conseguimos chegar em algum lugar e não fazer da discussão um motivo para outras milhões de brigas. Nada a ver com uma conversa séria, que todo mundo fica jogando um rosário de culpas em cima do outro, mas mais próximo de derrubar uma barreira que existe entre as duas pessoas envolvidas.


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A felicidade de um casal depende, principalmente, de perdão e esquecimento. As chances de sucesso aumentam de acordo com o grau de não-memorização dos fatos. Partindo desse pricípio, se você namora aquela menina que não esquece a cabeça porque está grudada, ou se o seu namorado parece que sofre de amnésia profunda e irrefreável, levante as mãos para o céu.
Talvez aquela pessoa que busca o nada com os olhos seja o seu par ideal.

Tuesday, February 07, 2006

A sociedade impõe, a gente engole



É só abrir a revista Caras e damos de frente com "socialaites", pregando que uma mulher de sucesso deve ter um carro do ano, estar formada, linda, loira, dentro do seu iate, recebendo uma proposta de casamento de algum "sheik", gastando babilônias em um anel e, claro, ao lado de um moreno incrívelmente malhado, tomando prosseco, dizendo que os dois são "apenas bons amigos".
Sucesso é contentamento com algo que você está produzindo. Pode não dar tanto dinheiro agora, até porque você não vive de ar, mas dá um ânimo ao ver que todo o seu trabalho valeu a pena. Bem diferente do "pacote da felicidade" que querem nos vender todos os dias. Mais ou menos como o da moça da Caras.
A sociedade, ao contrário disso, grita por consumo desenfreado. "Você merece" um novo carro. Claro que merecer, todos merecemos, mas não dá para fazer isso sinônimo de sucesso. E realização pessoal vai além do que você possui.
Sempre vai existir alguém com mais dinheiro, mais mulheres, mais carimbos no passaporte. Mas a gente tem que pensar que vivemos impregnados pela sociedade que conta vantagem. Funciona assim: Não tem dinheiro para comer, mas tem a roupa da moda. Será que isso é válido?
Como diz a propaganda, tem algumas coisas que não tem preço. E essas pequenas coisas, meu caro, faz a gente acreditar que felicidade não vem com etiqueta de loja alguma.


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Afinal, quem quer aquele faqueiro horroroso?

Saturday, February 04, 2006

O mito da maternidade





Ha uma supervalorizacao da mae no mercado. Isso nao consegue nem ser bom ou ruim, mas acaba influenciando um comportamento desesperado. Tratamos nosso parceiro como um produto de supermercado, tratamos nossos filhos como bonecas vivas e ai, a realidade consegue ser muito mais dura do que pensamos. Sim, criar criancas e muito dificil, criar adultos saudaveis, mais dificil ainda. Mesmo sabendo disso, continuamos a desejar um cotidiano de casal feliz, movemos mundos e fundos para achar um macho alfa e dividir o mesmo teto, ate que chega o tao esperado momento de dar a noticia:
- Amor, estou gravida!
E o macho alfa fica atordoado, e com muita razao.
O que e mais engracado nos anos 2000 e que houve uma completa mudanca de planos para todos e algumas coisas continuam antiquadas, como se houvesse uma busca por valores ja esquecidos. Vejo cada vez mais casamentos a moda antiga e muitas mulheres se tornando maes sem questionar se o momento eh propicio, ou nao.

O que podemos questionar eh se a realizacao da mulher vem verdadeiramente com os filhos. E cada vez mais eu me convenco que se a gente nao consegue olhar no espelho e encontrar alguma coisa realmente interessante, fica bem complicado de passar qualquer outra informacao positiva para as futuras geracoes.


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Estou meio perdida, meu computador anda desconfigurando o teclado sem motivo algum. Desculpem o post sem acentos. Em breve, o problema sera solucionado :)