
(foto do encontro dos amigos no FISL 7.0, todo mundo gordinho e feliz)
Eu sempre achei que fazer dieta era o último caso, ainda mais que ganhei de brinde um corpo que, só beirando aos 30, é que fui notar uma coisica aqui, outra acolá. Entendo que a gente quer entrar num padrão de beleza, mas o excesso sempre foi ruim. Eu não quero, na verdade, falar de dietas e regimes. Eu quero falar dos excessos.
O que é demais faz mal, então a gente aprende que o que faz mal é o "mais" e não o "menos". Então, fazemos dietas e entramos em filosofias macrô, não comemos carne, nem açúcar, ficamos só na saladinha um tempão. A gente se diz saudável, mas tem muita coisa errada nisso. Malhar muito também é excesso. Fazer muita dieta, mesmo comendo pouquinho, pouquinho, é muito ruim. Ficar com o corpo magro nem sempre é bacana.
O excesso pode ser qualquer extremo. É tão ruim comer só salada, quanto um cara que come naquela lanchonete americana famosa todos os dias.
Um amigo do meu pai era macrô, acordava às 5 da manhã para fazer natação, tomava só água mineral, morava no meio do mato e morreu de câncer no pulmão, como um cara que passou 20 anos fumando 2 carteiras ao dia. Aos 35 anos.
Amigo próximo, não come carne há 20 anos e tem o colesterol altíssimo.
Membro da família que não come nada com sal há anos, nada com açúcar, e cortou a cafeína há tanto tempo que nem sabe o que é um café preto, mais. O moço tem tanto problema no coração que mal pode subir uma escada.
O contraponto é ter na família um senhorzinho bem famoso, que fumava duas carteiras de cigarro por dia, tomava litros de café, era maluco por açúcar, bebia de cair nos seus tempos de glória e faleceu, velhinho e feliz, aos 98 anos de idade.
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As pessoas não morrem pelo que comem.
A maior causa de morte é a tristeza.


