Friday, July 28, 2006

Teardrop - Massive Attack-My version, last verse and chorus

Eu quase chorei com a versao dessa menina para uma cançao do Massive Attack.
Lindo, lindo.
Bom fim de semana para voces!

Wednesday, July 26, 2006

Convite para sarau



Aguardo vocês lá.

Monday, July 24, 2006

Entorpecido





A música Comfortably Numb fala sobre estar naquele estado de torpor em que nada faz muito sentido. É um cara que olha para trás e lembra da infância de maneira saudosa, enquanto as coisas correm na vida dele, no presente.
Agimos assim. Deixamos somente a coisa acontecer, enquanto seria mais interessante interagir com os fatos. Dá para fazer o paralello com aquela pessoa que não abandona o curso de Direito, mesmo estando frustrado, porque está no último ano da porcaria de faculdade. Ou a mulher que não abandona o marido, mesmo levando uma vidinha morna.
Todo mundo sabe que ir atrás de um sonho custa muito caro. Deixar para trás o estado de Comfortably Numb é como aprender a dar o primeiro passo mas, depois que você faz, vai que é uma beleza.


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Por sinal, alguém ouviu o assassinato que o Sissors Sisters fez nessa canção do Pink Floyd?


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Eu deixo vocês com um video do original, para começar bem a segunda-feira. :)

Wednesday, July 19, 2006

A incrível mágica dos cremes anti-aging


(Lady Clementine satisfeita com os resultados dos seus cremes)
Imagine só que eu estou chegando aos 30 em pouquinho tempo- perdi inclusive o desconto no plano de saúde e nem com meu chororô consegui de volta. Não adianta. A gente ganha experiência e perde num monte de outras coisas. Flexibilidade, por exemplo. Não digo pelo meu corpo, mas meu espírito anda super inflexível. Tem coisas que não tolero mais. Auto-respeito? Talvez. Eu digo que perdi o saco, mesmo.
É bem mais complicado perder peso. Depois que estourei o joelho no kung-fu- meu imposto pago por ser uma criatura bípede- eu ando odiando caminhar. Resultado: ou eu paro de comer, ou eu engordo. Bons tempos aqueles que eu não comia uma tarde e perdia 2 kilos.
Mas tem suas vantagens, que só uma mulher com 30 anos pode aproveitar. Independência, por exemplo. Eu já tinha alcançado a minha aos 19, mas só hoje eu consegui comprar meu apartamento, ter meu carro, minha empresa, casar com quem eu quiser e pensar em viajar para qualquer lugar do mundo, sem dar satisfação para ninguém. E, o melhor, tudo isso com o meu dinheiro.
A outra vantagem, que nunca uma mulher vai conseguir saber até ela ter 30, é experimentar cremes anti-aging. Eu experimentei e ando tão impressionada que estou recomendando para todas as minha amigas.
É muito, muito legal se olhar no espelho e ver como a sua pele ficou maravilhosa, depois de duas semanas de cuidados.
Ou, como me disse o Fumador de Tabaco, só uma mulher de 30 sabe como é bom parecer ter 20 anos.

Tuesday, July 18, 2006

A felicidade é um crediário nas Casas Bahia



Todos os dias eu me pergunto quem eu sou e o que raios eu estava fazendo aqui, mesmo. Sem cair na asneira de falar sobre consumismo, eu queria perguntar para todo mundo o que é felicidade. Porque, sério, se alegria de verdade é ir para um shopping e comprar uma calça da Diesel, eu me mato.
Uma enquete de revista dizia que 75% das mulheres preferia gastar R$ 2.000 em compras, a ter 4 orgasmos por mês. Me diga onde a cabeça desse jornalista andava para escrever uma matéria dessas. E onde a cabeça dessas mulheres andava para responder a isso. Eu mandava prender esse jornalista.
Ou não. Talvez isso seja o reflexo de uma grande insatisfação. Orgasmos piores, pessoas mal-amadas, propagandas que promovem felicidade instantânea. Bingo! Vamos ao shopping!
Pois lá é onde prometem que, se você usar o último creme da Lâncome, vestir uma roupa da Vide Bula e comprar a bolsa de tal marca, você vai ser mais feliz com seu marido, vai arranjar o emprego dos seus sonhos e aquela dor nas costas vai acabar. Louis Vuitton passa a ser sinônimo de Deus.
Isso não é um discurso anti-consumista. Eu também tenho sonhos de consumo- sonhos grandes, aliás. Mas, o mais importante é saber de onde vêm esses valores que temos e porque eles se deturparam tanto.
As empresas vendem alegria instantânea. As pessoas, insatisfeitas, querem cada vez mais. Como os recursos são limitados, quem tem poder precisa explorar alguém para conseguir mais dinheiro (nesse caso, pense naquele chefe que fazia o pagamento dos seus funcionários atrasado, ou que pagava todo mundo mal, e no fim do ano comprava um carro importado- para ele, claro!). Resumo: cada vez mais gente ganhando menos, cada vez menos gente ganhando mais. E aquele chefe escroto que acabamos de falar é assaltado, roubam o carro dele na primeira esquina e o sacana fica se queixando desses "maloqueiros". Ah, tá. Ele não se deu conta que um dos responsáveis pela má distribuição de renda- que gerou gente miserável, que acabou roubando o carro dele- era... ele mesmo.
Voltando ao caso do shopping: não tem mal nenhum em comprar. Eu afirmo: comprar faz bem para a economia do país e gera empregos. A gente precisa, sim, que o Brasil cresça a partir de uma distribuição de renda melhor. E não podemos acreditar é que um carro novo vai mudar a sua vida, ou que um apartamento vai te fazer uma pessoa mais interessante. É a diferença entre ser ganancioso e ser ambicioso. Aquilo que eu disse de se perguntar quem se é, de verdade. Somos muito mais que uma calça jeans da Diesel.

Wednesday, July 12, 2006

A culpa é de quem?


Valeu a pena a entrevista das páginas amarelas dessa semana na revista Veja, onde uma mulher, que passou dois anos sob o disfarce de um homem, conta num livro como é ser um macho da espécie nos dias de hoje. E, vamos falar sério, a perspectiva de um homem não é tão agradável quanto se pode esperar...
Não é fácil ser homem. Talvez seja incrivelmente engraçado uma mulher falar isso, mas eu juro que entendo- também porque eu não tenha mais meus 20 aninhos de idade. O que a gente entende por masculino (eu falo como mulher, de um modo geral) é muito distante da realidade. Para se ser homem hoje em dia você precisa ser provedor, acima de tudo. O que eu acho esquisito é a cobrança de uma coisa tão retrógrada, mesmo com o feminismo à solta. Sim, moçoilas, homem se cobra muito, homem precisa ser o centro da família, queira ou não. E isso pesa nos ombros.
Homem, como a gente entende, precisa também ser bom de cama. Esse aspecto se vê na necessidade que eles têm de ir à uma casa de moças, ou como se diz, um prostíbulo. É social ter necessidade de sexo sem compromisso, parece que faz deles um pouco mais másculos. A entrevista relata sobre homens extremamente dedicados à família, que íam à "candy shops" como nós mulheres vamos às compras. Só resta saber se eles se sentem como nós depois de estourar o cartão de crédito. Ou como a Depressão Pós Compras feminina pode ser igualada com a Depressão Pós Coito masculina. Algo assim.


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Enquanto eu lia a entrevista, ficava pensando naquela canção onde Pepeu Gomes cantava que ser um homem feminino não feria o lado masculino dele. Ou que a gente precisa ser um pouco de cada coisa para encontrar o equilíbrio, o que sempre é mais sensato que pender para apenas um dos lados.



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Eu sempre achei que a mulher devia deixar de ser tão maravilha e o homem deixar de se fazer tão super-herói. Errar faz parte, mas talvez reconhecer os erros e saber como consertar seja um sinal de sabedoria. Em resumo, acabar com esses estereótipos que tanto estragam a vida da gente para viver, finalmente, uma relação mais estável e muito mais proveitosa com o sexo oposto. E acabar com essa mania que temos de sempre colocar a culpa no outro, já que a gente pode acreditar que, se uma mulher sempre se queixa do parceiro, talvez seja incompetência dela de fazer a relação melhorar e vingar. Ou, simplesmente, incompetência de achar um homem mais satisfatório, o que eu juro que não falta no mercado...


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Paralello patrocina uma bandinha muito bacana daqui do sul, a Phosphorus. Em breve, show room na rua Caçapava (onde é meu escritório e agora, a nova sala chiquééésima) e convite à todas as pessoas interessadas em conhecer nosso trabalho, com direito a Bazar e tudo.
Entre no blog da Kika onde ela conta as coisas todas, entre na comunidade da Phosphurus no orkut, entre na comunidade da Paralello, também do orkut, se der um tempo.
Somos muito finos, babe. Muito finos.


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Para quem é esperto eu deixei um Easter Egg de presente.