Eu sou mulher de um homem só, então eu quero ser bem tratada, como aquelas gatas de raça que olham com desdém até receberem o primeiro filé do dia. Eu preciso de cafuné. Preciso de amor e preciso rir. Acordo de bom humor e bem cedo. Levo café na cama todos os dias. Durmo cedo, porque sou totalmente diurna. Sou caseira e gosto de cozinhar. Gosto de cuidar da casa. Canto bem. Tenho medo de pessoas más- e tenho a minha maneira de entender o que é mau. Não sou de mudar de opinião, mas não sou teimosa. Sou tímida e inocente, na maioria das vezes. Gosto das coisas que eu julgo certas e faço questão de não ser envenenada. Por trás de um visual moderno, há um coração de moça de família.
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O último vício lá de casa é um desenho chamado "Padrinhos Mágicos", que é a história de um menino de 10 anos que tem um casal de padrinhos-fada. E os padrinhos realizam todos os desejos do menino, que vão de coisas inocentes às mais absurdas, como "nunca mais ninguém vai dormir", ou "quero comer doces todos os dias".
Eu e o Fumador curtimos desenho animado como crianças, que me faz pensar que é uma delícia continuar na infância, mesmo que a gente tenha 30 anos de idade. :)
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Para quem quer saber mais, acessa lá.
Sunday, April 29, 2007
Sunday, April 15, 2007
Dica para inglês tentar entender...
Quando puder, peça no "Bar do Beto" ali da Sarmento Leite, o cardápio para estrangeiros. Você vai encontrar pérolas como "agaist filet" (contra-filé), ex-chicken ("cheese" galinha) e "mixed salad" (salada mista).
Mais engraçado que isso, só explicar para um americano o que é uma pizza de banana.
Mais engraçado que isso, só explicar para um americano o que é uma pizza de banana.
Wednesday, April 11, 2007
Sinais de fumaça
Ando enlouquecida de tanto trabalhar. Tá me faltando uma boa passada no salão para deixar o trio "cabelo-depilação-unha" em dia, mas acredito estar valendo a pena essa coisarada toda. Por isso, eu prefiro ficar em casa durante à noite, assistindo (e dormindo) um bom filme. Páscoa foi ótima, ótima- namorando, comendo e dormindo, sem ordem de preferência- e já estou precisando de um novo feriado e de novas férias, num lugar bem frio.
Apesar das mudanças de endereço do escritório, o trabalho que nunca pára, a casa que- finalmente!- ficou pronta, milhões de MP3 baixados, correria atrás do coelhinho e feira da Paralello, estou tentando dar sinal de vida para os amigos.
Sobrevivi, afinal.
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Tom Bloch no Teatro São Pedro, dia 25 de abril, aqui em Porto Alegre.
Apoio total e completo da Paralello, então aguardem surpresas durante essa semana de lançamento do novo cd.
Porque a gente é muito chique, sacou?
Apesar das mudanças de endereço do escritório, o trabalho que nunca pára, a casa que- finalmente!- ficou pronta, milhões de MP3 baixados, correria atrás do coelhinho e feira da Paralello, estou tentando dar sinal de vida para os amigos.
Sobrevivi, afinal.
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Tom Bloch no Teatro São Pedro, dia 25 de abril, aqui em Porto Alegre.
Apoio total e completo da Paralello, então aguardem surpresas durante essa semana de lançamento do novo cd.
Porque a gente é muito chique, sacou?
Monday, April 02, 2007
Ai, como é difícil ser malvada!

Eu acho massa entrar nos blogs de meninas más, daquelas que não devem nada para ninguém. Aí, eu penso em escrever algo bem ruim, falar mal de todo mundo, mas simplesmente não dá. Eu tenho esse grave problema: não consigo ser malvada. Não "malvadinha". Eu queria ser mal-va-da. BEM ruim. Ruim e fatal.
Já tentei extrair meu lado podre até na terapia, mas não fui muito longe. Um dia fiquei falando um monte de coisas péssimas e acabei chegando à conclusão que, no fundo, todo mundo é legal e ninguém me sacaneou por intenção, ou pelo menos, essa era a primeira impressão que eu tive. Voltei ao meu mundo rosa em instantes. Que merda.
Já vi que a "linha revolts" não funciona comigo. Coraçãozão de manteiga, basta um olhar de pidão ser arremessado para mim e eu já desperto meu lado maternal e quero abraçar todo mundo. Meus ataques de fúria vêm colados com um pedido de desculpas e se estou muito, muito braba, pode ter certeza que vou chorar- o que causa piedade e pânico à maioria dos homens e, conseqüência, ganho um colinho e sorvete quando a choradeira passar. Eu já fiquei tanto tempo reclamando dessa minha crise rosa e infinita, que dia desses ouvi de uma amiga: "Clem, não fica com vergonha, porque isso é você".
Dá para acreditar que a gente pode perder a identidade, se uma característica forte dela for embora? Eu fiquei pensando que: ok, eu queria ser a Winona Rider, mas não dá, eu não sei entrar num lugar e roubar um monte de coisas, não sei bater em ninguém, não sei xingar se não tiver razão e nem consigo passar embaixo da catraca do ônibus sem morrer de vergonha. Me recolhi à insignificância que nunca fui uma pessoa PROBLEMA, não vou roubar um milhão de dólares num cassino em Las Vegas, nem vou seduzir um velho rico por causa de dinheiro ou me viciar em drogas pesadas. Minha vida não dava um filme de aventura- só um musical da década de 40, no melhooor dos casos... Tédio.
Ah, sim, e eu fiquei imaginando num monte de coisas legais que eu ia fazer se fosse BEM malvada, que eu ia pintar o cabelo de "louiro", ia botar siliconão, ia ter um vestidão vermelho, entrar num lugar e dançar semi-nua na mesa de um policial, ia ser presa, drogada, prostituída, me apaixonar perdidamente por um cafajeste que nem o Jesse Valadão (tá, vamos tirar a parte do Jesse Valadão) e terminar vendendo os direitos autorais da minha história para uma grande corporação de cinema.
É, eu sei que o crime não compensa. Mas, pelo menos, dá ibope.
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