Wednesday, November 28, 2007

Por debaixo dos holofotes



(O Poderoso Chefão: O tema)


Fiz uma seleção para modelos há poucos dias atrás. A gente pensa que a mulherada é linda, des-lum-bran-te, e chega uma menina de 14, 15 anos na sua frente. Dá para pensar: "Querida, é você DE VERDADE nessas fotos?" Nenhuma, repito, NENHUMA era linda. Eram magras. Magérrimas. Cabelão. Nada de excepcional.
Saí da agência pensando "puxa, o que faz uma produção numa mulher!".
Magreza por magreza, sou mais dessas moças rechonchudinhas que a gente encontra na rua. Não gordinhas, mas aquelas gostosinhas, que preenchem uma calça jeans, que são pequenininhas, como as mulheres normais devem ser. Não se engane: as modelos são lindas nas fotos, mas somente nas fotos.


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Você já entrou em algum desses sites e blogs pró-anorexia e bulimia (pró-ana e pró-mia, respectivamente)? Pois bem, entre.
Eu achava bacana ser magrela, até perder 8 kg por conta de uma depressão, há 3 anos atrás. Hoje, associo magreza excessiva com falta de felicidade. Comer é uma das coisas "mais ótimas" dessa vida, junto com dormir, fazer sexo, ir ao banheiro quando tem vontade... É uma necessidade essencial. Pense que uma pessoa que não come, vai pouco ao banheiro, dorme mal e, em conseqüência, trepa mal.
Felicidade é para gente normal. Ainda bem.

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Falo mal, mas amo esse mundinho "flashion", luzinhas, tecidos, correria. Adoro um desfile! Por sinal, tem coisa mais brega que desfile de 45 minutos? Tem coisa mais cafona que um locutor anunciando as modelos? Que coquetel mirrado?
Desfile-kitch é excelente para dar muitas risadas com aquele amigo gay abusado. Sem que ninguém veja, para não dar gafe com a dona da festa, porque pega mal e nem o Tatata Pimentel te pegue fazendo fila para pegar mais um espumante. Já tive meus minutos de fama dia desses, quando me pegaram no ir-e-vir de uma loja a outra, para perguntar qual a minha expectativa de vendas para esse Natal. Ai, meu bem, tô em produção, eu vou dizer que, se eu achasse que ia ser ruim, não estava trabalhando feito doida?
Essa gente tem cada pergunta...

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Se depender das confirmações dos 2 eventos da próxima semana, nossa, gente, vai bombar!!! Quem não aparecer, é mulher do padre.

Sunday, November 25, 2007

Para Todos



Mega-evento na Zona Sul, produção e figurinos meus. Apareçam, vai ser um show!

Monday, November 19, 2007

Quem canta na beira do mar é sereia

Eu e meu espírito de preguiça, cozinhar, beber e fumar bem. Estou em fase de rir alto, de usar saia, cantarolar e me vestir cheia de balagandãs. Tenho mais guizos pendurados que uma vaca holandesa. Não saio de casa sem me enfeitar toda, nem para levar o lixo na rua.
Se não me conhecesse tanto, diria que tem uma pomba-gira encostada em mim.

Sunday, November 18, 2007

Pimp my IPod


Para quem não via mais graça no seu IPod, vai a dica: substitua o sistema operacional original do Apple para RockBox. Além de "tunado", seu gadged ainda fica com mais joguinhos (dá para jogar Doom!), papéis de parede mil e muito, muito mais rápido.
O melhor, é de graça!



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Eu quero colocar alguns desenhos meus aqui, mas tudo é um problema de tempo, que anda curto, curtíssimo.
Já pensei em fazer um álbum especial para eles na internet, mas morro na imaginação.
Tô deixando para ser feliz em 2009/02, depois que eu me formar...

Enquanto isso, na sala de justiça...

Morei muito tempo na Zona Sul da cidade, lugar preferido de 9 entre 10 pessoas de Porto Alegre. Estudei no Mãe de Deus, tempo que não gosto nem de lembrar. Eu odiava a Zona Sul, como acho insuportável até hoje. As pessoas lá me conhecem pelo sobrenome, mesmo que o meu nome não tenha nada de comum (para quem ainda não sabe, meu nome não é Clementine: é Ísis Bussons, de descendência francesa, o que explica a estatura miúda, cabelo claro e liso e a pele branca, mas isso é assunto para outro post). As pessoas dirigem mal, porque aquilo não é bairro- é uma cidade do interior. E eu sempre fui “a esquisita”, o que na adolescência era um saco e hoje é minha marca registrada.
Agora, estou trabalhando lá, com meus cabelos coloridos, meus sapatos estranhos, minhas tatuagens, meus óculos grandes. Já me acostumei com os olhares na rua, com as patricinhas perguntando onde comprei minha roupa, que curso eu faço. Encontro minhas amigas de infância, que estudaram Direito, que hoje estão casadas-com-filhos. E quando que faço Moda, que produzo desfile, que tive a minha marca de roupa, se abre uma cara de espanto “Ah, mas tu sempre foi diferente!”, como se eu tivesse feito Faculdade-de-Ser-Diferente, apesar de não ser tãão diferente assim...
Eu me sinto mal quando descubro que o cara mais chato do mundo, lá na Zona Sul ficou mais legal porque tem um carro importado – sinônimo de ser “bem-sucedido”. Que algumas amigas de 20 e poucos anos estão no segundo, terceiro casamento. E que outras pessoas não mudaram nada, da adolescência até hoje.
Mais de um mês na Zona Sul e o carro continua inteiro. Eles dirigem mal, mas eu me viro.

Do amor e outros demônios


“Sobre uma torre havia uma mulher, de túnica branca, penteando a cabeleira, que chegava aos seus pés. O pente soltava sonhos, com todos os seus personagens: os sonhos saíam dos cabelos e iam embora pelo ar.”

  • Eduardo Galeano



Ninguém consegue obrigar o amor. É um caminhão sem freio na descida. Se você ama e é correspondido, parabéns, isso é bom, mas não é tudo. Não há beleza que segure. Não há inteligência que sustente.

Você pode ler Nietzsche, chorar ouvindo Chico Buarque, ter cabelo de comercial de shampoo, estar fazendo o doutorado. Não basta. Para segurar uma relação, é preciso mais. É preciso uma história e uma promessa de final feliz- no mínimo, um final interessante.

A gente se agarra nos sonhos, como se eles pudessem nos salvar de ser quem somos. Mas depois descobrimos que nem nós nos suportamos, quem dirá o outro pode conseguir? Tem gente que grita para o amor, “por que ele não vem de uma vez, quem ele pensa que eu sou?” Tem gente que chora muito, chora para ver se o amor sente pena e chega logo, porque sente a dor física e espiritual da espera- dura realidade: esperar dói.

Um dia, você não quer mais amar, porque já foi o tempo, porque todos os relógios viraram dias e você não precisa de mais ninguém para ser feliz. Quando não precisa mais de beleza, nem de inteligência, nem mostrar nada, nem obrigar ninguém a nada, aí você vê que o amor está chegando devagar, lento como sempre foi, sereno como deveria ser. E você percebe que parte da brincadeira está em sentir dor, como a piada do português que usa sapato apertado para sentir alívio quando tirar. Então, você entende que ninguém consegue obrigar o amor. Que é um caminhão sem freio na descida e que não há beleza que segure, nem inteligência que sustente. Amar dói, mas você aprende.

Tuesday, November 06, 2007

Eu e o elefantinho



Para quem se abraça no elefantinho, participa aí! Vai estar muito lindo!

Informações:
http://www.temporealeventos.com.br/?area=80
e
http://www.softa.com.br/pgcon/index.html

Sunday, November 04, 2007

Oui!


Você diz "sim" quando tudo ao meu redor parece quebrado. Você me ama intensamente, faz planos, quer ficar velhinho comigo, dar comida aos meus bichos, dá nome para os que eu tenho e para os que eu ainda vou ter. Cuida de mim. Fica do meu lado. Me acha linda, mesmo quando eu não consigo me ver assim. Mesmo quando eu acordo de manhã.
Você diz "sim" e eu me aceito como sou. Diz "sim" aos meus defeitos porque aprendeu a amá-los, aos meus cabelos lisos, às cores malucas que eu invento para eles. Diz "sim" para meus ataques à geladeira, meus ímpetos de desenhista, minhas trocas de curso, ao meu ciúme infundado, ao meu sexo matinal, ao meu abraço apertado. Diz "sim" para o meu mundo particular, que agora virou teu mundo, também.
Eu te disse "sim" no dia que te conheci. :)