Friday, December 21, 2007

Promessa de final de ano...




Eu contei aquela história do cachorro molhado e da Dona Geika. Inventei umas histórias misturadas, vintage, como as lembranças em tecnicolor que sempre tenho. Preto e cinza, jamais!
Foi assim, e ganhei 10 com estrelinha, porque o meu professor de Pesquisa de Moda não tinha nota mais alta para me dar. :)

Finalmente, férias.

Thursday, December 20, 2007

Moda verão

Depois da Angélica e da Fernanda Lima, já notaram como tem grávidas por aí? Só de amigas minhas, tem 5, todo mundo soube meio por agora, fora as outras que já estão quase na sala de parto.
Tem que saber que filho não é que nem gripe, que dá e passa, mas a tendência forte do verão 2008 parece que é desfilar o barrigón com bebê dentro.

Lugar-comum

Como diz aquela frase de pára-choque de caminhão: "a inveja é uma merda".

Tuesday, December 18, 2007

Porque perdi a fé nos humanos

"A tortura não era um método para arrancar informações, mas uma cerimônia de confirmação do poder. Num longo e solene ritual, os índios rebeldes tinham suas línguas cortadas e depois eram torturados para que falassem."
Eduardo Galeano

Sunday, December 16, 2007

Cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega...


Ai, gente, por favor! Crocs é de última!
Não venham me dizer que aquela coisa é o ítem tem-que-ter do verão brasuca. Nem bem consegui digerir as Havaianas, o povo vem com essa mania de macaco de imitação. Pois bem, sinto desapontar, no Canadá e EUA, é moda há anos, ó. Não é porque eles votam no PTB, que eu tenho que votar. Fazfavor. Americano tem mau gosto, no geral. Canadenses, so, so.
Monkey see, monkey do. Compre uma Croc's e morra de vergonha vendo suas fotos daqui há alguns anos.


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Faltam alguns poucos dias para o Natal. Meu coração bate forte ao ver um Papai Noel- não preciso nem dizer que em novembro já tinha enfeitado toda a casa. Nessa época do ano, tudo o que brilha, eu gosto. Ando tão sensível que até flash de pardal tá me emocionando.

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Ítem que não pode faltar embaixo da árvore de Natal: maiô engana-mamãe. Chique, maravilhoso, em roxo e prata. Para usar naquele momento pós-glamour que você exagerou na ceia da noite anterior, excelente combinado com óculos máscara, para tapar a olheira. Dá para fazer uma linha "Ilha de Caras", segurando um abacaxi na beira da piscina.
A gente se entope de peru, mas não perde a pose.

Wednesday, December 12, 2007

PGCon, camisetas e uma gripe



(a voz do povo)



(gripe)


Foi loucura ter abraçado a PGCon nessa época do ano, mas foi daquela doideiras boas, que a gente não cansa na cabeça, mas cansa o corpo e o espírito. Eu sei que essas coisas exigem dedicação e muito amor (porque eu já descobri que não sei trabalhar sem dar a alma). Assim, sei que foi com todo mundo que estava lá organizando e "pegando" junto.
O que dá prazer é quando eu pego as fotos depois do evento e descubro que eu também fui uma pioneira - uma das poucas mulheres lá no meio dos homens. Realização é a palavra. Não trocaria um dia de cama, mesmo com a gripe forte, pelos dias que passei.
PGCon II, lá vamos nós outra vez!

Wednesday, December 05, 2007

Por favor, deixe sua mensagem

Tô indo para São Paulo, meu bem. Trabalhar, porque não é só de um evento que se faz uma mulher. Loucura, tem desfile hoje de noite, tenho que fazer as malas, organizar a pauta da reunião de sábado,... o que mais? Será que estou esquecendo de algo? Acho que sim, sempre esqueço de algo. Só o Ipod, que preparei com munição de sobra, para ida, volta e se o avião atrasar.
Tenho ouvido Lily Allen, a inglesinha de sotaque forte. Tem uma versão dela da "Naïve" (que eu achava que eram só os amigos judeus que usavam esse termo), aquela canção do The Kooks, que é um amor. Descobri uma música muito linda da Colbie Caillat, chamada "Bubbly". Amy Winehouse, a menina que tem o demônio na garganta, que me lembra Ella Fitzgerald. Timbaland, produtor de 10 entre 10 "celebs", que faz meu bumbum balançar. Justin Timberlake, que faz eu pensar que meninos maus tem carinha bonita.
São Paulo. Leave your message, leio quando voltar do congresso. Bip.

Retrospectiva 2007 ( ou: a mulher-mutante)

Eu poderia fazer uma retrospectiva desse ano só pelas infinitas mudanças que fiz na cabeleira.
Não cheguei a contar, mas só aqui dá para ter uma noção da quantidade de vezes que mudei a cor e o corte em 2007.
Minha sogra acha que um dia eu acordo sem cabelo...






Sunday, December 02, 2007

Aos meus fantasmas


Assombrai-vos. Porque agora quem fala é uma mulher que deixou de ter medo- e tem medo só pelo charme.
Deixei de ter medo de me atrasar. Que se fodam os adiantados, aqueles que colocam seus relógios 5 minutos antes, para não levar puteada do chefe. Levo o tempo que eu levo, pronto. Quem me quiser, me queira assim- cheirosa, linda, bem arrumada, bem-humorada de manhã, de tarde, de noite. Meu único defeito: não respeito nunca os relógios, no país em que nunca se respeitou horários. Não tenho hora para entrar, não tenho hora para sair, também. É o preço que eu pago.
Deixei de ter medo de não ter talento, até porque descobri que faço muito bem o que eu faço. Eu nunca fui grande; os lugares é que eram pequenos demais para mim. Gente pequena, fazendo pequenas coisas, o mundo girando em torno de seu próprio umbigo. Gente demais concentradas em lugares de menos. Ao contrário do que se pensava, nunca me faltou trabalho, nem gente para trabalhar comigo. Há por aí muitos gauleses irredutíveis como eu.
Deixei de ter medo de ser abandonada. Medo de ser traída. De levar facada nas costas. De me magoar. Azar o dos outros. Tenho meus defeitos e tenhos meus charmes. Não minto, não sei mentir. Desaprendi a ficar em falta comigo mesma, a única pessoa a quem tenho me reportado. Não sei gritar, fazer o quê? Não sei ofender, nem de brincadeira. Não sei fingir que gozei, que gostei, que está bom. Aceito tudo o que vem de bom grado. Não sei mais cortar o meu cabelo, me maquiar e me vestir sem me perguntar se ficou bem e se é assim que estou me sentindo. Azar o do outros, de verdade.
Fantasmas, agora vocês é que ficaram pequenos, depois de me diminuírem durante tanto tempo. Eu pensava que vocês eram melhores, mais bonitos, mais interessantes, mais inteligentes, mais espetaculares do que algum dia imaginei que seria. Vi que posso sobreviver sem ter um benchmark fabuloso. Posso fazer tudo da melhor maneira possível me respeitando e tendo meus espaços. Vocês nunca foram meus amigos.
Fantasmas, assombrai-vos. Porque agora, quem vos assombra sou eu.