Friday, January 30, 2009

Cópi-en-peist - Os óio da cobra verde




Manual prático da inveja


Os sete pecados capitais foram listados pela Igreja Católica durante o Concílio de Trento (1545 a 1563), que tinha como objetivo combater o crescimento do protestantismo, criando um sistema que ajudasse os fiéis a memorizar os reais valores católicos. São chamados de capitais porque dão origem a todos os outros. Dentre os sete pecados capitais, a inveja talvez seja o mais comum...e o mais perigoso para os relacionamentos. 73% dos brasileiros já admitiram ter sentido inveja, segundo o Ibope. "A inveja nasce como um desejo de ter o que as pessoas ao seu lado têm, é um sentimento natural. Ele se transforma em inveja quando, em vez de querer algo, você quer evitar que o outro consiga qualquer coisa", explicou o rabino Nilton Bonder, autor de "A cabala da inveja".


De onde surge esse monstrinho verde?


Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro". A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de uma celebridade, por exemplo", explicou Bonder. Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos. Mas achar que os invejados são sempre as vítimas é um erro, alerta a terapeuta Amélia Nascimento. "A inveja nasce de uma relação e muitas vezes, mesmo inconscientemente provocamos este sentimento, seja desmerecendo o esforço do outro, seja irradiando sem parar nossas conquistas". Os que gostam de provocar inveja geralmente possuem um certo sentimento de inferioridade, explicou o rabino: "Se vangloriar de algo é uma tentativa de se valorizar diante do outro e isso causa inveja".


A inveja é sempre igual?



Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou conquista de outras pessoas", explicou. O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos. "Mas a inveja patológica como a retratada na novela 'Celebridade', onde a personagem de Claudia Abreu quer destruir a de Malu Mader, é uma coisa completamente diferente de nosso dia-a-dia", avisou Amélia. Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.


O que fazer com a inveja que eu sinto?



Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a aparência? O cargo? A família? Amigos?
Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas", aconselhou Bonder. É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja, ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na sarjeta", falou Bonder. Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um exemplo a ser seguido", disse Amélia.


E quando as pessoas me invejam?


Se você acha que é alvo de inveja, deve primeiro observar se não a provoca. E mantenha-se relaxado ao receber alfinetadas. "A inveja é muito mais prejudicial ao invejoso. Se você está seguro que merece o que tem, nada vai te atingir", explicou Amélia. Mostrar-se amigável é uma boa forma de desarmar os botes do invejoso. "Tente ser mais amoroso com as pessoas, ser menos competitivo", disse Nilton Bonder. No caso de o invejoso causar algum dano real, uma conversa franca pode ser a solução. "Chame a pessoa para conversar e pergunte por que ela te quer tão mal. Mas só faça isso se realmente ela te prejudicou", aconselhou Amélia. E nada de acreditar em olho gordo! "O outro pode até fantasiar que te destrói, mas quem atrapalha a sua vida é você! Se inveja atrapalhasse a vida de alguém, Pelé seria um Zé Ninguém hoje", disse a terapeuta. Finalmente, tenha cuidado também em não inventar inimigos. "Isso acontece muito em escritórios. Você recebe uma promoção ou um aumento, mas não se sente segura de que o mereceu, então tem a impressão de que todos pensam a mesma coisa. Cuidado com a paranóia", alertou Amélia.


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Roubado há muito tempo licitamente daqui.

Thursday, January 15, 2009

Esses ingleses são loucos...



Eu entendo agora a afirmação de Obelix. Sim, são loucos.
O que me apavorou foi um chat que entrei (ainda há criaturas que entram em chats), sobre um cantor que gosto muito. Todos os anos ele faz uma reunião (onde os fãs são carinhosamente chamados de "fishheads" e "freaks") e passa dois dias cantando e bebendo com os fãs, normalmente em um hotel da Europa. Como não sou boba, fui no chat pedir informação.
Dei de frente com pessoas que realmente entendem sobre o cantor (talvez mais do que o próprio). Tipo, REALMENTE. As pessoas são mais doentes que eu. Isso queria dizer que não, eu era nova e não era bem-vinda lá, o que me causava um certo constrangimento.
Como já sou escolada em chats de discussão, resolvi puxar assunto com o menino que me parecia mais receptivo. Após uma tentativa falha de conversa (ele disse que eu não precisava explicar onde era o Brasil, porque ele sabia), o moço me chama de "cheesy" e "funny" (que interpretei da PIOR maneira possível). Flame war? Capaz.
Respirei fundo, contei até 10, levei em conta a idade do moço (20 aninhos, cuti, cuti) e saí elegantemente da sala de conversa, dando tchau para os meninos.
O caso é que nós somos excessivamente polidos (cheios de saramalenco, saca?) e os americanos/ ingleses/ europeus em geral são mais secos. OK, me confessaram no chat que eu era a única que não achava que a televisão era my BFF (Best Friend Forever), mas eu também não ia explicar que o assunto que bomba no Brasil é o Big Brother 9. Deixa para lá.
Tem mais um chat desses agora no domingo. Talvez estejam fazendo isso porque sou a única mulher do grupo. Eles são terrivelmente entediantes. Tanto que faz meia hora que entrei ali de novo para ver como estava a coisa (vai que peguei um mau momento) e o assunto não evoluiu. 
Ou eu preciso de um gelo Inglês, ou eles é que precisam de um chacoalhão brasuca. Nada que um pouco de álcool no sangue, num hotel na Alemanha não resolva. 
Esses ingleses são uns loucos, mesmo.



Wednesday, January 14, 2009

10 coisas sobre Lady Clementine que você não sabia

1 - Eu visito uma média absurda de muitos blogs por dia, simplesmente vou entrando. Deixo comentários em pouquíssimos. Se você tem um blog e mora no RS, possivelmente eu sei qual é;
2 - A cor do meu cabelo parou no preto há alguns meses;
3 - Eu baixo músicas aleatoriamente. A maioria das vezes não sei que banda é, nem de onde veio, nem que música toca, nem se gravou algo recentemente. Depois, coloco no shuffle e seja o que Deus quiser (faço a mesma coisa no Youtube) ;
4 - Eu tenho compulsão por escovar os dentes (mais de 10X ao dia) e passo mal em dias quentes;
5 - O último filme que eu vi foi "Let the right one in", baixado ilegalmente da internet;
6 - Nesse exato momento eu tenho 5 abas abertas no computador: gmail, o site Não Salvo, o blog A Roupa do Dia, o Twitter da Kazinha Lacerda (que eu sequer sei quem é, mas é bacana) e o blogger;
7 - Eu falo sozinha. Em Inglês e Francês. É assim que pratico;
8 - Estou lendo 4 livros ao mesmo tempo e não acabo nenhum. Vergonha é roubar e não poder carregar, mora?
9 - Nesse momento, são 20:58, tem um gato aqui em volta, tenho tinta no cabelo e estou vestindo um shorts azul e uma blusa preta;
10 - Não faço idéia de quantos logins faço por dia para entrar em todos os sites que tenho cadastro. Meu maior medo é esquecer a senha de todos.


Tuesday, January 13, 2009

Banco imobiliário

Sabe aquele brinquedo? Pois é, eu sempre acabava cheia de moedinhas, mas isso é a minha vida paralela, aquela que eu entro quando chego em casa e tudo é perfeito: meus gatos falam, tenho o homem que eu amo, amigos bacaníssimos e família completam o cardápio. Aqui em casa, sempre tem bolo quentinho e cheiro de incenso. Lá fora, no mundo hostil, eu sou avoada e não cresci direito: tenho corpo e mente de uma menina.
Eu não sei o que ocorre. Sou ruim de conta e acredito piamente que meu saldo é infinito. Sei lá, entrei numas que não posso ter conta de gente grande e resolvi fechar aquele troço. Agora, só conta universitária até eu tomar vergonha na cara. Ou até eu ficar consciente que, para os bancos brasileiros, 1+1= -3 (para o cliente, claro. Já viu banco jogar a favor do correntista?).


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As aulas de Francês são divertidíssimas e puxadas. Minha professora acredita no nosso potencial (estou fazendo junto com o Fumador) e nos deixa exausta, como um alongamento para quem nunca fez exercícios antes. Estamos planejando um "café francês" com alunos, para praticar em ambientes externos. 
Meus gatos chamariam essa modalidade de "outdoor" e precisariam de coleira.



Thursday, January 08, 2009

You know you've got, babe!

Na próxima reencarnação, vou nascer Mallu Magalhães.
Nessa, já estou de casamento marcado, fazendo aulas intensivas de Francês, travel appointments e não posso, não posso, mesmo que queira.





You ain't got no shoes,
But you've the blues
And that's enough to hit the road.

ou, ié!

Sunday, January 04, 2009

Rags to riches

Eu fui num concurso de samba quando era pequena. Meu pai me vestiu de havaiana e me coloquei no centro da pista, certa que seria a escolhida. O funcionamento do concurso era o seguinte: à medida que a música tocava, uma comissão ia tirando as crianças da pista, até sobrar a última, que faria um "solo". Coloquei toda a minha negritude para fora e muito samba no pé. Fui a primeira de TODAS as crianças a ser eliminada.
Nunca mais fui em um baile de Carnaval na vida. 
Quando eu tinha 10 anos, participei do teatro da escola, fazendo o papel de "cachorrinha". Eu dublava aquela musiquinha que hoje vi num blog, da Arca dos Bichos. Fez tanto sucesso que me chamaram para a festa dos professores, onde interpretei sozinha.
Teatro eu vou, sempre que dá.

Furando todas as expectativas, minha vocação é mais para cachorrinha vira-latas, do que para Rainha da Escola de Samba.

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Começamos 2009 brindando dentro da piscina, com a vista para toda a Praia do Rosa, eu morta de saudades dos meus gatos, louca para escrever qualquer loucura no blog, mas decidida a não fazer nenhum plano, mesmo que o ano tenha começado diferente em muitos aspectos. Não adianta, a gente aprende a fazer planos de Ano Novo, plano de casamento, plano de marketing, plano de emagrecimento, plano de organização, essas coisas e compromissos que vamos acumulando até os ossos, até o início do outro ano. Se mudar, mudou - levemos a vida como o jazz. O bom é ir mudando, como a rainha que tinha talento verdadeiro para a "vira-latisse", se é que você me entende.
Ou como aquela outra canção que diz que "nós gatos já nascemos pobres/ porém já nascemos livres".